
A síndrome do segundo mandato e os riscos da radicalização política
O clã Bolsonaro, representado por Jair e Flávio, pode enfrentar um cenário de radicalização política em um eventual segundo mandato. A literatura sugere que líderes autoritários tendem a intensificar ações de erosão democrática em seus segundos mandatos, especialmente se retornarem ao poder após um período de afastamento.
Exemplos internacionais, como os casos de Trump e Netanyahu, mostram que essa radicalização pode ser impulsionada por ressentimentos acumulados e um maior conhecimento das estruturas de poder. No Brasil, um novo governo Bolsonaro enfrentaria um ambiente institucional fragilizado, com um STF que já não atua como uma barreira contra abusos.
A fragilidade do Supremo Tribunal Federal é atribuída a falhas internas, enquanto o centrão, que historicamente moderou a política brasileira, perdeu espaço com a vitória da direita bolsonarista. Apesar de ainda existir, o centrão poderá ter menos influência, permitindo que o bolsonarismo avance com suas propostas sem a necessidade de ampla cooptação.
