
A Trágica História de Olga Benário e o Supremo Tribunal
O caso de Olga Benário, esposa de Luís Carlos Prestes e grávida, é lembrado como uma tragédia na história do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. Há quatro anos, a ministra Cármen Lúcia descreveu a entrega de Olga à Alemanha nazista como uma 'página trágica', mas até agora não houve reparação.
O decreto de expulsão, editado em agosto de 1936, foi aprovado pelo plenário do STF e resultou na execução da medida após o nascimento de sua filha, Anita, em um campo de concentração. Olga foi considerada 'indesejável' pela polícia política e expulsa por ser vista como uma ameaça aos interesses do país.
O contexto da época incluía um crescente antissemitismo, com o governo brasileiro negando vistos a judeus desde 1935. Apesar de um pedido de defesa para que Olga fosse julgada no Brasil, o tribunal decidiu de forma unânime contra ela, ignorando a proteção legal que deveria ser garantida a brasileiros e seus filhos nascidos no exterior.