
Delação de João Carlos Mansur pode impactar dirigentes do Corinthians
João Carlos Mansur, fundador da REAG, está em vias de firmar um acordo de delação premiada, segundo informações divulgadas por O Globo. Essa situação pode causar preocupação entre os dirigentes do Corinthians, especialmente aqueles que estiveram envolvidos com a empresa na gestão financeira da Arena de Itaquera nos últimos anos.
A REAG começou a atuar no Corinthians durante a presidência de Duílio Monteiro Alves, com a intermediação de Adriano Monteiro Alves. Em 2022, a empresa já era responsável pela gestão do FIP SCCP, um fundo que participava da estrutura financeira do estádio. No ano seguinte, a REAG também assumiu a gestão do Arena Fundo, mas a transparência financeira foi comprometida, com a auditoria sendo realizada por uma empresa ligada à própria gestora e a ausência de cerca de R$ 100 milhões nos informes financeiros.
Com o aumento das acusações sobre a gestão da REAG, esperava-se que o Corinthians rompesse com a empresa. Em abril deste ano, uma assembleia formalizou a troca de gestora, mas os cotistas, incluindo o Corinthians, concederam quitação ampla sobre atos anteriores. A transição levou cerca de 50 fundos a migrar para a Asarock, nova parceira do clube, enquanto alguns nomes continuaram ligados às estruturas anteriores. A delação de Mansur pode trazer à tona informações sobre a mistura de recursos do clube com o crime organizado.
