
Estado Islâmico reivindica ataque em acampamento de Carlos Queiroz em Moçambique
Elementos do Estado Islâmico reivindicaram um ataque ocorrido na Coutada de Marangira, na Reserva Especial do Niassa, em Moçambique, que destruiu um acampamento turístico ligado ao treinador Carlos Queiroz.
O ataque, que aconteceu na quinta-feira, envolveu a utilização de armas automáticas para incendiar um posto policial, resultando em ferimentos em um policial e na fuga de outros. Além disso, foram queimados um edifício governamental, uma igreja católica, veículos e residências, com prejuízos estimados em 3,5 milhões de dólares.
As autoridades moçambicanas relataram um morto, 2.700 deslocados e o rapto de 11 pessoas. A segurança na área foi reforçada, e as populações que se refugiaram em locais vizinhos começaram a retornar. A polícia recuperou duas viaturas roubadas, mas as 11 pessoas sequestradas ainda estão desaparecidas. A província de Cabo Delgado, de onde os atacantes se originaram, enfrenta uma insurgência armada desde 2017, que já causou mais de 6.600 mortes e 1,2 milhão de deslocados.
