
Fifa desiste de vender participação da Copa do Mundo após pressão da Uefa
A Fifa anunciou a desistência de um projeto que visava criar uma empresa para gerenciar os ativos comerciais da Copa do Mundo e vender participação a investidores privados. A decisão foi comunicada pelo presidente Gianni Infantino, após reações negativas de confederações continentais e uma ameaça de boicote liderada pela Uefa.
A proposta previa a formação de uma subsidiária para administrar os direitos comerciais da Fifa, com um valor estimado em US$ 20 bilhões, incluindo a venda de 20% das ações. A resistência ao plano cresceu rapidamente, com a Uefa convocando suas 55 federações filiadas para discutir um possível boicote a competições da Fifa.
Além da pressão externa, o projeto enfrentou críticas internas, resultando na renúncia de Carlos Cordeiro, um representante da Fifa, em protesto. A Uefa classificou a proposta como uma ameaça ao futebol, apontando falhas de governança. Apesar do recuo, Infantino afirmou que buscará novas alternativas para aumentar os investimentos no futebol mundial e pretende reestabelecer o diálogo com as confederações.
