
Reflexões sobre Diagnósticos Tardios e Neurodivergência
Sónia Soares Coelho, psicóloga clínica e psicanalista, reflete sobre a experiência de adultos que recebem diagnósticos tardios, como a snowboarder Chloe Kim, que recentemente descobriu ter PHDA. Kim compartilhou que, após se abrir com seu médico, sentiu que tudo fez sentido, revelando como vive com listas e rotinas fixas para lidar com suas dificuldades.
A autora destaca que muitos adultos neurodivergentes enfrentam estigmas ao longo da vida, sendo frequentemente rotulados como distraídos ou desorganizados. Um diagnóstico adequado pode transformar essa percepção, permitindo uma nova leitura de experiências passadas e aliviando a culpa acumulada.
Coelho também menciona que o diagnóstico pode ser um ponto de partida para uma nova compreensão de si mesmo, mas alerta sobre o risco de se reduzir a identidade a essa única característica. Ela enfatiza a importância de um espaço terapêutico onde as pessoas possam discutir suas experiências e o que o diagnóstico significa para elas, promovendo um entendimento mais amplo de suas vidas.